Agente de Viagens: um luxo que não custa nada, ou quase nada.

01 . maio . 2017

No dia do trabalho eu trago este texto…
Pense nos mais diversos serviços de luxo que existem no mundo e imagine quanto esses profissionais cobram por hora. Pensou? Pois é, custam muito, muito caro.

Mas não estou falando aqui de profissionais pé de chinelo, desses que aceitam qualquer trocado por, justamente, saberem que seu serviço é pobre, ruim, ordinário. São dos bons, dos requisitados, dos especialistas no que fazem que estou me referindo.

A boa notícia é que existem profissionais que cuidam de toda a sua viagem sem cobrarem nada ou quase nada.

Imagine um profissional que estará ao seu dispor 24 horas por dia, que se responsabilizará por organizar e monitorar toda sua viagem, te livrando assim dessa preocupação ou responsabilidade? Você não precisará se preocupar em saber se seu voo sofreu alteração, em remarcar seu voo, em saber se está tudo certo com seu hotel, em ligar para o hotel e avisar que chegará mais tarde etc. Tudo isso e muito mais são nossas responsabilidades, porque somos responsáveis por cada vírgula que diga respeito à sua viagem.

Mas como assim sem custar nada?

O agente ou consultor de viagem é especialista em otimizar o seu tempo e dinheiro durante as suas viagens, pois eles sabem perfeitamente como programar todo o seu roteiro para que você aproveite o máximo, o que no final acaba resultando em uma tremenda economia. Eles sabem o que é bom e o que é cilada.

A internet possui ótimos sites de compras de viagens, mas viagem não está para compra e sim para consultoria, algo que é impossível das máquinas fazerem.

Logo, aquela oferta super convidativa do “site tal”, torna-se muito mais cara por justamente ela não acompanhar as informações e orientações necessárias para que você melhor aproveite, algo que somente profissionais qualificados e experientes podem proporcionar.

O que muita gente que compra na internet são sabe, é que quando o cliente precisa de algum serviço que vá ocupar um atendente, será cobrada uma taxa de serviço. Uma vez um cliente meu tinha comprado um aéreo no site da GOL e precisou remarcar. A atendente disse que além da multa, seria cobrada a taxa de serviço. Ou seja, comprar diretamente no site é bom, até você precisar de alguém para te ajudar. Entenda que na vida, nada é de graça.

Quando comprar em agência de viagens sai mais caro?

Quando surge uma diferença de preço entre um mesmo produto na agência de viagens e na internet, a diferença da agência pode variar entre 7 e 15%, referente ao comissionamento. Mas preste atenção, estou falando aqui de um mesmo produto, isso quando a internet está com o melhor preço, o que pode ser muito relativo pois algumas agências conseguem até bater os preços de muitos sites.

Pagar de 7 a 15% para ter um bom profissional ao seu dispor, cuidando da sua viagem sem necessidade de você falar com um SAC que te atenderá depois de você falar com 10 gravações, é algo muito barato no final das contas, isso quando há de fato um acréscimo pois muitas vezes o bom agente faz o seu dinheiro render diante do custo-benefício.

A questão aqui não é o luxo da ostentação, e sim o luxo de ter alguém cuidando do seu bem estar, de preencher um tempo que você pode ocupar fazendo coisas mais importantes para o seu dia a dia.

O papel do bom agente de viagens é otimizar o seu tempo, as suas viagens e a sua vida.

Créditos:
Por: Edu Gomes

Uma crônica sobre idiomas – e o caminho do autoconhecimento

26 . abril . 2017

Eu sempre tive fascínio por me comunicar – quem me conhece sabe que eu disparo 400 ppm (palavras por minuto rs). Além disso, eu sou muito curiosa! O meu nível é daqueles que se você disser que quer conversar comigo uma coisa importante, eu não vou conseguir pensar em NADA além disso até a gente conversar. Isso se eu não ficar pedindo para você me contar de 5 em 5 segundos!

Minha mãe me conta, que quando eu tinha uns 4 anos, eu pedia para ela me ensinar a ler, porque eu amava as revistinhas da Mônica e ela que tinha que ler para mim, mas eu queria ler sozinha, porque né?! Curiosa e querendo receber de forma direta as mensagens que aquelas páginas e desenhos passavam! Ela não ensinou, ela costuma dizer que tudo tem sua hora e, eu tinha que esperar para aprender na escola. Lá pelos 6 eu já estava aprendendo, lendo tudo o que via pela frente.

Naquela preocupação de pai e mãe querendo formar a melhor versão de filha possível, aos 8 me colocaram para aprender inglês. Lembro da minha primeira professora até hoje, inclusive saudades, e eu amava de paixão.  Eram dois dias na semana muitos felizes para mim. Fiz no mesmo curso até meus 14 anos, 8a serie, tive que sair porque estava fazendo cursinho para a escola técnica – foi uma crise muito grande ter que parar. Depois que entrei no CEFET, tendo feito valer a pena o sacrifício de sair do inglês, voltei para as aulas, só que em outro curso, numa versão mais adulta. E, no mesmo ano, viajei pra Disney, como presente de 15 anos. Pode apostar que uma das caras de pau com inglês enroladão a pedir tudo, falar tudo, desenrolar tudo, era eu. Foi um caminho sem volta. Idioma. Viagem. Nunca mais eu fui a mesma pessoa! Com 16 anos, eu acabei meu curso de inglês, antes de me formar no ensino médio. Para mim, o segundo passo era obvio: fazer espanhol. Mas tinha uma coisinha chamada vestibular que não permitiu, na época.

Quando passei pra UFF, a primeira providência tomada foi entrar no espanhol. Que decisão mais maravilhosa, cara. Deus abençoe essa fissura. Fiz intensivo, super intensivo, curso de verão, devorei o curso, os livros, o idioma e me apaixonei de corpo e alma. Em um ano e meio acabei o curso. Além disso dei sorte de cruzar com pessoas incríveis nesse caminho que fizeram a experiência ser mais valida ainda. E aí, lembra que idioma e viagem se conectam, nessa história né?! Por causa do espanhol, como já disse por aqui, pude arriscar a tentar um intercambio pela faculdade e, ah moleque, fiz um semestre da faculdade na Espanha – La Coruña –  foi/é/vai sempre ser um pouco minha casa. Várias das melhores lembranças que tenho na vida, eu adquiri durante o intercambio, fora as amizades que – que sorte na vida de essas pessoas terem passado na minha vida, e que algumas tenham ficado.

Voltei para o Brasil, um pedacinho do meu coração ficou.

Eu estava nos últimos períodos da faculdade, mas o terceiro passo já era obvio, mais uma vez: aprender francês. Por conta da carga horaria, Monografia e trabalho, não deu. Tive que adiar para quando acabasse a faculdade. Monografia entregue, com nota, free at last da UFF! Entrei para o francês. Depois de um semestre de curso fui para aulas particulares. Infelizmente tive que pausar nessa parte. Mas o francês é uma admiração e um desafio, porque apesar de todo o meu esforço não consegui chegar na parte que me considero uma pessoa que domine, mas eu vou chegar lá. E, eu pausei por uma causa boa, realizar o sonho de trabalhar fora e aqui eu estou.

Mas, porque eu estou falando isso tudo? Já falei demais, até… O que eu queria dizer é que estar morando, trabalhando, fazendo amizades em um pais que fala um idioma totalmente estranho para mim é, com certeza, o maior pulo no escuro da minha vida. Viajar por aqui já seria muito desafiador, mas vir morar foi uma loucura tão grande, que sei nem descrever. Todas as pessoas me perguntam como é minha comunicação por aqui. No trabalho é fácil, porque todo mundo fala inglês, espanhol, francês, até um colega de trabalho, que é thai – maior loucura isso! – Fala um pouco de português. Mas na rua, é aquilo, as poucas palavras que já aprendi, arriscar um inglês que eles consigam entender, linguagem dos sinais e boa vontade. Quando saio com os amigos do trabalho, eles sempre juram que vão falar em inglês, mas nunca falam! E não é por mal, eu não fico nem brava, no Brasil, na minha roda de amigos, dificilmente falaríamos qualquer idioma que não fosse o nosso.

Agora, eu, maníaca por falar, ouvir e me comunicar e um dos seres humanos mais curiosos que já habitaram nessa terra, vivendo num lugar que eu não entendo as pautas das reuniões até que me traduzam, não entendo as risadas out of the blue no meio de uma conversa na copa, não entendo os ingredientes de uma comida em barraquinhas na rua, não consigo explicar direito os sintomas de mal estar no hospital/farmácia, não consigo pronunciar decentemente as palavras mais simples ou diferenciar os 5 tons que cada palavra tem em thai…  Tem sido um aprendizado diário. Eu cheguei a um ponto de naturalidade que já me acostumei a não entender, a aceitar que preciso esperar alguém traduzir, a fazer todos os gestos possíveis para alguém tentar me entender e a não me estressar quando não entendo alguma coisa, ou quando riem e eu fico olhando em volta. Por que verdade seja dita, eu vou fazer mais o que?

É engraçado notar isso. Notar que eu sou um peixinho fora d’agua aqui, às vezes, e não importa o que eu faça para tentar mudar isso (por enquanto, enquanto não aprendo thai rs) e tudo bem. Resiliência. Paciência. Jogo de cintura. Bom humor. Já estou ficando craque nessas potencialidades por aqui.

VISTO CANADENSE

20 . abril . 2017

VISTO ESTA

Post anterior: http://blushviajante.com.br/2015/10/16/canada-vai-facilitar-entrada-de-brasileiros-a-partir-de-2016/

Conexão ou Escala? Saiba como identificar!

14 . abril . 2017

Hey pessoal!

O post de hoje é prático e campeão de perguntas. Quando viajamos de avião e vamos parar em algum lugar antes do destino final, como devemos proceder? Vamos sair ou não do avião. Eis que te digo agora como é fácil descobrir!

Exemplo:

Conexão Blush Viajante

No vídeo abaixo eu te explico tudinho…

 

Uma bitoca!

O que vem a mente quando pensamos na Tailândia?

01 . abril . 2017

Sawadee kha!

Estava refletindo aqui para fazer um segundo post né?! Nesses pensamentos, me veio essa pergunta!

Nem surge Bangkok na jogada né?! Provavelmente você pensa nas ilhas paradisíacas primeiro. O segundo pensamento deve ser… TSUNAMI! Acertei?! E depois deve vir aquela máxima de que aqui o povo vive de comer barata…

Confesso que antes de decidir tentar uma vaga por aqui, eu nunca tinha nem parado pra pensar fora da caixa também e toda vez que eu contava pra alguém que estava arrumando as malas pra vir pro outro lado do mundo surgiam essas questões. E sei que minha família ficou feliz por mim, mas ficaram muito assustados, também! Eles falavam que era um lugar perigoso demais, que eu ia odiar a comida, que eu tinha que tomar cuidado pra não ser presa e que tinha Tsunami toda hora – inclusive virou uma interna pros mais chegados haha!

E a verdade é que, todo lugar no mundo tem seus clichês que viajam mundo afora e acho que esses são os tailandeses.

A intenção desse post é desconstruir (minha veia cientista social e tal rs), fazer graça e discordar da maioria dos textos que li antes de vir pra cá.

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Quando descobri que vinha, resolvi fuçar toda a internet atrás de informações a respeito do Reino da Tailândia. Achei bastante informação útil e interessante, de verdade, mas me lembro de alguns lugares que li diziam que a Tailândia, mais precisamente Bangkok, é ame ou odeie. Que a cidade é suja e fedorenta; que a cidade é feia; que as pessoas vão te enganar e são desonestas…

Olha, veja bem, sei que ninguém tem o compromisso de ser 100% fiel a realidade social do lugar, mas é um discurso muito superficial. Se você pegar essas frases soltas, pode estar se referindo a qualquer lugar do mundo. O Rio de Janeiro turístico é uma beleza, mas já foi pras regiões do subúrbio? Paris é muito romântica, mas você chegou a conhecer os lugares fora do centrão e se deparar com ruas super sujas? Já conheceu regiões das cidades fora do circuito mainstream de qualquer lugar do mundo? Pode jogar essas frases aí que eu aposto encaixa na maioria!

Bangkok, pra mim, é difícil de descrever até hoje e não rolou comigo um ame ou odeie instantâneo! Tem quase dois meses que eu moro aqui só, mas esse lugar já se tornou um pouquinho o meu lar. Mas ao mesmo tempo eu não me encaixo em lugar nenhum! Eu já sei o caminho de ir e voltar pra casa, mas quase não conheço minha região (Phra Khanong, se quiser dar uma viajada no google maps!). Já fiz amigos thai, que são pessoas incríveis e já fui a templos aqui, só que nenhum famoso e conhecido para tirar umas fotos e bombar no insta hahaha

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ÓBVIO que sei que viajar e morar num lugar te dão perspectivas totalmente diferentes, mas acho difícil existir qualquer lugar que se defina apenas como: ame-o ou odeio-o. Por exemplo, aqui não tem a beleza das ilhas paradisíacas, mas as combinações dos arranha-céus modernos com os templos espalhados pela cidade fazem dela uma combinação surpreendentemente harmoniosa.

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Aqui faz calor demais, demais mesmo, eu nasci e cresci no Rio e olha, mesmo assim, num guento, mas apesar disso, a maioria das pessoas andam quase todas cobertas, muitas vezes de casacos porque elas não querem se queimar de sol, porque isso é um estigma muito grande na sociedade aqui. E acredita que eles não ficam suados? Eu, em compensação… E as pessoas não comem baratas nas suas refeições, nem grilo, nem escorpião! Isso é absolutamente e totalmente turístico, paga até pra tirar foto com o espetinho na mão.

Se tem uma dica que eu posso dar, se eu tô em posição de fazer isso né?! É fuja dos clichês. Nenhum lugar se resume ao que é disseminado sem cuidado por aí.

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E Bangkok… Ah, Bangkok é MUITO mais que isso. É descobrir alguma coisa nova todo dia. Tanto na cidade, quanto na cultura. Bangkok é se jogar sem medo, pra conseguir realmente desfrutar do que ela tem a oferecer.

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