Como escolher seu hotel em Paris – Post 6

30 . junho . 2017

Olá Amorecos!

Tudo bem? Eu estou trazendo uma série de posts sobre a França, em parceria com uma agência francesa chamada  especializada em passeios pela França. O sexto: Como escolher seu hotel em Paris.

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Paris, como é linda ao entardecer, principalmente se você pode ver ao longe a Torre Eiffel ou o Arco do Triunfo! Para que sua estadia se torne ainda melhor, escolher um bom apartamento ou hotel é fundamental, em primeiro lugar quero que você saiba que ficar fora dos muros de Paris é um pouco problemático, pois quase tudo, monumentos, pontos históricos e turísticos, passeios de barcos, bairros históricos, casa de shows, restaurantes, cafés, ficam no que chamamos “Paris Intra Muros”. Pra você entender, Paris é rodeada por um anel viário, o que estiver dentro dele é o lugar ideal pra você ficar.

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Concentre a sua atenção nisso quando for escolher o seu hotel, para ajudar vai aqui uma dica: verifique o código postal do endereço do hotel, se iniciar com os números 75, então você ficará numa região parisiense. Esta localização irá facilitar seus passeios, por exemplo, quando você contratar um transfer, se você estiver fora da Paris intra muros irá pagar uma taxa adicional em quase todos os passeios ou correrá o risco da empresa não ter como ir te pegar e te levar no hotel por causa da distância dos lugares turísticos.

Fora do anel periférico, cito o bairro de La Defanse, por ser de facílimo acesso de metro (linha 1), ou ônibus (linha 73) ao centro de Paris, o trajeto é feito em pouco mais de 15 minutos, alem do que La Defanse é um bairro que vale a pena ser conhecido por sua arquitetura futurista, pela esplanada que leva o mesmo nome e pelo enorme shopping Center, o “4 Temps”, onde você encontra todas as lojas de marca ou populares, num só lugar. Da Esplanada de La Defanse você tem uma vista linda do Arco do Triunfo e da Torre Eiffel.

Nós também não recomendamos aos nossos clientes:

– Hospedarem-se nos limites da cidade, nos hotéis localizados na divisa entre Paris, o periférico e as cidades vizinhas, por exemplo, hotéis próximos á Porte de La Villette, porte de Clichy e outras,(veja mapa acima) estes lugares estão afastados das regiões de interesse do turista e muitas vezes não tem acesso rápido para o centro de Paris.

– Montmarte é um bairro interessante (boêmio) para se visitar, mas não para ficar hospedado, fica longe do centro e o acesso ao metro e ônibus é difícil por causa do sobre e desce das escadas, já que o bairro fica num morro, alias o único de Paris. Este é um bairro que pode deixar o turista brasileiro que viaja com a família, um pouco desconfortável, pois atrai um público mais animado, barulhento e às vezes duvidoso.

Hoteis de rede, de charme ou apartamentos?

Nossa dica são os hotéis de rede, por exemplo, os da rede Accor: Novotel, Ibis, Mecure, etc.. Porque? É simples, este tipo de hotel segue um padrão, já se sabe exatamente o que encontrar: bons preços, quartos limpos e modernos, profissionais bem treinados e educados. Geralmente, não tem erro.

Outra opção bem interessante e cada vez mais procurada, são os alugueis de apartamentos ou studios, geralmente são mais em conta que os hotéis e você fica melhor instalado, por ultimo vêm os hotéis de charme, em Paris há muitos pequenos hotéis, são normalmente familiares ou às vezes pertencem a um pequeno grupo. A localização deles, normalmente é boa, porem os quartos costumam ser bem pequenos e se o prédio for muito antigo (quase sempre são), você vai correr o risco de ficar num quarto com pouca iluminação ou com cheirando a mofo. Optar por um desses hotéis é mais fácil errar, só reserve se você tiver a recomendação de um amigo. Mas…nunca se sabe, pode ser que você dê sorte, não é?

Duas bitocas, Ive Dourado.

Fonte: Eurotours

Quando na Tailândia, cuidado ao atravessar

31 . maio . 2017

Morar fora é uma experiência intensa. Pode perguntar por aí a qualquer pessoa que já fez intercâmbio, curso, um mestrado fora do seu país, acredito em a resposta vai ser essa: intenso. Se para bom ou mau, não sei, aí depende de outros fatores!

 

Dessa vez não está sendo diferente. Desde o primeiro dia, é tanta superação diária, a cada semana as coisas mudam tanto de parâmetro, a cada marca de mês que se completa eu percebo o quanto eu já mudei que eu me pego pensando, quem vai ser a Carol daqui um ano?

 

Dá medo pensar nisso, mas a gente vive na base do medo mesmo.

 

Quando eu cheguei, o trânsito aqui me assustava muito, apesar de não vir de uma cidade tranquila nesse aspecto. Pra começar, aqui é cinco vezes pior que o Rio em relação a congestionamento, a mão é inglesa, você vai ver três pessoas numa moto on daily basis, as calçadas (em alguns lugares) são no mesmo nível da rua – o que é bem assustador considerando o tamanho de algumas dessas ruas – e a regra de a prioridade é do pedestre fica meio esquecida por aqui, muitas vezes.

 

O trânsito na Tailândia, para mim, é uma metáfora que explica a confusões de sentimentos que morar fora traz.

 

No primeiro momento, tudo é muito grande, a gente quase tem a impressão de que não vai aguentar. Os lugares pra aprender a andar, as pessoas que você conhece, o trabalho novo, morar sozinha pela primeira vez… Foi tanta coisa nova de uma vez só que, às vezes, parecia que ia faltar o chão.

 

Só que, depois que você viu uma quantidade significativa de coisas que te chocam e viveu coisas marcantes que te fazem crescer, na maioria das vezes isso acontece no primeiro mês, você vê que viver na Tailândia e viver em qualquer lugar não é tão diferente.

 

A vida flui e acontece, independente da localização geográfica. As pessoas que você conhece, não precisam virar seus melhores amigos em duas semanas, e tudo bem. Você se sente sozinha às vezes, e tudo bem. Os perrengues ganham consequências bem maiores, e a gente aprende a lidar. A gente não tem que gostar de tudo só pra provar, pra nós mesmos, que estamos amando a experiência, e a gente cresce com isso.

 

Então, uma certeza que eu tenho, é que eu não vou parar de viver e desfrutar tudo ao máximo por medo do desconhecido. E, voltando a metáfora do trânsito, não adianta só viver momentos calmos andando pela calçada, mas precisamos aumentar a cautela quando formos atravessar.

Uma crônica sobre idiomas – e o caminho do autoconhecimento

26 . abril . 2017

Eu sempre tive fascínio por me comunicar – quem me conhece sabe que eu disparo 400 ppm (palavras por minuto rs). Além disso, eu sou muito curiosa! O meu nível é daqueles que se você disser que quer conversar comigo uma coisa importante, eu não vou conseguir pensar em NADA além disso até a gente conversar. Isso se eu não ficar pedindo para você me contar de 5 em 5 segundos!

Minha mãe me conta, que quando eu tinha uns 4 anos, eu pedia para ela me ensinar a ler, porque eu amava as revistinhas da Mônica e ela que tinha que ler para mim, mas eu queria ler sozinha, porque né?! Curiosa e querendo receber de forma direta as mensagens que aquelas páginas e desenhos passavam! Ela não ensinou, ela costuma dizer que tudo tem sua hora e, eu tinha que esperar para aprender na escola. Lá pelos 6 eu já estava aprendendo, lendo tudo o que via pela frente.

Naquela preocupação de pai e mãe querendo formar a melhor versão de filha possível, aos 8 me colocaram para aprender inglês. Lembro da minha primeira professora até hoje, inclusive saudades, e eu amava de paixão.  Eram dois dias na semana muitos felizes para mim. Fiz no mesmo curso até meus 14 anos, 8a serie, tive que sair porque estava fazendo cursinho para a escola técnica – foi uma crise muito grande ter que parar. Depois que entrei no CEFET, tendo feito valer a pena o sacrifício de sair do inglês, voltei para as aulas, só que em outro curso, numa versão mais adulta. E, no mesmo ano, viajei pra Disney, como presente de 15 anos. Pode apostar que uma das caras de pau com inglês enroladão a pedir tudo, falar tudo, desenrolar tudo, era eu. Foi um caminho sem volta. Idioma. Viagem. Nunca mais eu fui a mesma pessoa! Com 16 anos, eu acabei meu curso de inglês, antes de me formar no ensino médio. Para mim, o segundo passo era obvio: fazer espanhol. Mas tinha uma coisinha chamada vestibular que não permitiu, na época.

Quando passei pra UFF, a primeira providência tomada foi entrar no espanhol. Que decisão mais maravilhosa, cara. Deus abençoe essa fissura. Fiz intensivo, super intensivo, curso de verão, devorei o curso, os livros, o idioma e me apaixonei de corpo e alma. Em um ano e meio acabei o curso. Além disso dei sorte de cruzar com pessoas incríveis nesse caminho que fizeram a experiência ser mais valida ainda. E aí, lembra que idioma e viagem se conectam, nessa história né?! Por causa do espanhol, como já disse por aqui, pude arriscar a tentar um intercambio pela faculdade e, ah moleque, fiz um semestre da faculdade na Espanha – La Coruña –  foi/é/vai sempre ser um pouco minha casa. Várias das melhores lembranças que tenho na vida, eu adquiri durante o intercambio, fora as amizades que – que sorte na vida de essas pessoas terem passado na minha vida, e que algumas tenham ficado.

Voltei para o Brasil, um pedacinho do meu coração ficou.

Eu estava nos últimos períodos da faculdade, mas o terceiro passo já era obvio, mais uma vez: aprender francês. Por conta da carga horaria, Monografia e trabalho, não deu. Tive que adiar para quando acabasse a faculdade. Monografia entregue, com nota, free at last da UFF! Entrei para o francês. Depois de um semestre de curso fui para aulas particulares. Infelizmente tive que pausar nessa parte. Mas o francês é uma admiração e um desafio, porque apesar de todo o meu esforço não consegui chegar na parte que me considero uma pessoa que domine, mas eu vou chegar lá. E, eu pausei por uma causa boa, realizar o sonho de trabalhar fora e aqui eu estou.

Mas, porque eu estou falando isso tudo? Já falei demais, até… O que eu queria dizer é que estar morando, trabalhando, fazendo amizades em um pais que fala um idioma totalmente estranho para mim é, com certeza, o maior pulo no escuro da minha vida. Viajar por aqui já seria muito desafiador, mas vir morar foi uma loucura tão grande, que sei nem descrever. Todas as pessoas me perguntam como é minha comunicação por aqui. No trabalho é fácil, porque todo mundo fala inglês, espanhol, francês, até um colega de trabalho, que é thai – maior loucura isso! – Fala um pouco de português. Mas na rua, é aquilo, as poucas palavras que já aprendi, arriscar um inglês que eles consigam entender, linguagem dos sinais e boa vontade. Quando saio com os amigos do trabalho, eles sempre juram que vão falar em inglês, mas nunca falam! E não é por mal, eu não fico nem brava, no Brasil, na minha roda de amigos, dificilmente falaríamos qualquer idioma que não fosse o nosso.

Agora, eu, maníaca por falar, ouvir e me comunicar e um dos seres humanos mais curiosos que já habitaram nessa terra, vivendo num lugar que eu não entendo as pautas das reuniões até que me traduzam, não entendo as risadas out of the blue no meio de uma conversa na copa, não entendo os ingredientes de uma comida em barraquinhas na rua, não consigo explicar direito os sintomas de mal estar no hospital/farmácia, não consigo pronunciar decentemente as palavras mais simples ou diferenciar os 5 tons que cada palavra tem em thai…  Tem sido um aprendizado diário. Eu cheguei a um ponto de naturalidade que já me acostumei a não entender, a aceitar que preciso esperar alguém traduzir, a fazer todos os gestos possíveis para alguém tentar me entender e a não me estressar quando não entendo alguma coisa, ou quando riem e eu fico olhando em volta. Por que verdade seja dita, eu vou fazer mais o que?

É engraçado notar isso. Notar que eu sou um peixinho fora d’agua aqui, às vezes, e não importa o que eu faça para tentar mudar isso (por enquanto, enquanto não aprendo thai rs) e tudo bem. Resiliência. Paciência. Jogo de cintura. Bom humor. Já estou ficando craque nessas potencialidades por aqui.

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